Como identificar medicamentos falsificados e proteger sua saúde

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Como identificar medicamentos falsificados e proteger sua saúde

O mercado ilegal de medicamentos movimenta bilhões de reais, traz sérios riscos à saúde e coloca muitas vidas em risco. Segundo a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), a falsificação de medicamentos movimenta mais de 11 bilhões todos os anos. A prática ilícita de medicamentos falsificados, assim como outros produtos, é combatida no mundo todo.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 10% dos medicamentos que são vendidos em países em desenvolvimento são falsos. Além disso, dados recentes da Organização mostra que já foram registrados fármacos adulterados ou fora dos padrões de qualidade exigidos pela lei em ao menos 137 países.

Desde 2012, o Brasil integra o Mecanismo de Estados Membros sobre Produtos Médicos Abaixo do Padrão e Falsificados, instituído pela OMS. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) representa o governo brasileiro no grupo, que tem como objetivo a cooperação internacional para combater o problema.  

Mas afinal, o que é um medicamento falsificado?

Os medicamentos falsificados nem sempre contém os princípios ativos corretos, além de não passar por inspeções de qualidade.  O produto tenta imitar um remédio original, mas sem garantir a mesma composição, eficácia ou segurança. Nos últimos anos, o problema ganhou destaque devido a alta procura por medicamentos de alto custo.

Esse tipo de falsificação ocorre de diferentes formas. Veja alguns exemplos:

Embalagens falsificadas: caixa muito parecida com a original, mas com erros de impressão, cores diferentes, fontes estranhas ou ausência de elementos de segurança. Número de lote ou data de validade falsificados.

Composição irregular: pode conter ingredientes errados, dosagens inadequadas ou substâncias tóxicas. Em alguns casos, o medicamento contém apenas sustâncias inertes (como amido ou talco), sem o ingrediente terapêutico esperado.

Fabricação clandestina: esses produtos não seguem normas sanitárias e podem ser produzidos sem controle de qualidade, aumentando os riscos de contaminação. Pode conter bactérias, fungos, metais pesados ou outras impurezas.

Ausência de registro: medicamentos legítimos devem ser aprovados por órgãos reguladores. Produtos falsificados não possuem esse aval, por isso, não oferecem qualquer padrão de qualidade ou garantia de eficácia.

Venda irregular: são comercializados sem controle em sites duvidosos, redes sociais ou estabelecimentos não autorizados. Preço muito abaixo do mercado, além da ausência de nota fiscal ou procedência clara.

A prática está relacionada a diferentes produtos farmacêuticos, que podem provocar reações adversas, efeitos imprevisíveis e até não ter qualquer efeito terapêutico. Além disso, a venda de medicamentos falsificados prejudica o faturamento dos players do mercado e mina investimentos no setor, enfraquecendo iniciativas de pesquisa e desenvolvimento.

Reconhecer um medicamento falsificado nem sempre é uma tarefa simples. Saiba como evitar a compra de medicamentos falsificados, segundo a Anvisa:

– Adquira medicamentos apenas em farmácias e drogarias licenciadas pela Anvisa, sejam físicas ou on-line. O site precisa ter CNPJ visível, endereço físico identificado e farmacêutico responsável.

– Exija sempre a nota fiscal.

– Verifique se a embalagem consta o número de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Ministério da Saúde.

– A embalagem deve conter o nome do farmacêutico responsável e seu número de inscrição no respectivo CRF.

– O número do lote e data de validade devem estar impressos na caixa e coincidir com a numeração impressa no produto.

– A embalagem deve estar em bom estado de conservação. Conter o número do SAC da empresa e selo de segurança que, ao ser raspado, mostra a palavra “qualidade” e a marca do fabricante (teste da tinta reativa).

A falsificação de medicamentos não é uma questão distante, é um crime que pode estar mais perto que imaginamos. Ele coloca vidas em risco, enfraquece o sistema de saúde e compromete a confiança nas instituições. Proteger-se contra esse tipo de crime é um ato de autocuidado e responsabilidade coletiva. 

Se houver suspeita de que um medicamento é falsificado, é essencial informar à Vigilância Sanitária para que seja feita uma inspeção na farmácia, para evitar riscos à saúde pública. Ao consumir um medicamento falso, a orientação é procurar imediatamente um médico, para minimizar os riscos de efeitos colaterais.

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