Cresce a venda de medicamentos para depressão entre a Geração Z

Nos últimos anos, a saúde mental dos jovens tem se tornado uma preocupação crescente na sociedade. O aumento dos casos de depressão e ansiedade entre crianças, adolescentes e jovens adultos tem contribuído para a maior procura por tratamentos psicológicos e psiquiátricos, incluindo o uso de medicamentos.

Um levantamento realizado pela Vidalink, empresa de benefícios de saúde e bem-estar, identificou um crescimento de 12% em um ano, nas compras de medicamentos relacionados à depressão. Só no primeiro semestre de 2026, a Geração Z comprou mais do que no mesmo período de 2025.

O levantamento analisou uma base de 34.823 beneficiários que mostra a compra ao menos de um medicamento relacionado à saúde mental entre janeiro de 2025 e junho de 2026. Entre as pessoas de até 29 anos, classificadas como Geração Z, o número de compradores cresceu 15%, a quantidade de compras avançou 19% e o valor gasto foi de 21% de crescimento.

Para as pessoas que mantiveram o benefício da Vidalink pelos dois semestres completos, o número cresceu 9,4%, um aumento de quase 2 mil compradores em relação a 2025. Quanto as compras transacionadas pela plataforma, o valor movimentado passou de R$ 10 milhões para R$ 11,5 milhões, um crescimento de 15,3%.

Há um avanço entre as gerações Millenials e Geração X que continuam concentrando a maior parcela de compra dessas medicações, porém, foi a Geração Z que apresentou o crescimento mais acelerados entre os grupos analisados.

O número de clientes Millenials, subiu para 10,2%, as compras aumentaram 12,1% e o valor total cresceu 16,8%. A Geração X veio em seguida, com alta de 7,1% em clientes, 10,5% em pedidos e 14,3% no faturamento. Os Baby Boomers, que são os 60+, registraram 3,5% em compradores, 4,7% nas compras e 6,5% no valor transacionado.

E apesar das mudanças observadas, o perfil de gênero continuou estável. As mulheres representam 64,1% dos compradores, enquanto os homens representam 35,9% dos compradores nos dois períodos. Para o CEO e cofundador da Vidalink, Luis Gonzalez, os dados mostram que a discussão sobre saúde mental vem ganhando espaço entre colaboradores.

O retrato não apresenta toda a população. A base de dados vem de pessoas que tem benefícios corporativos, empregadas e com acesso a um benefício de saúde. O recorte deixa de fora uma parcela significativa da população, como trabalhadores informais, desempregados e pessoas que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS).

Um cenário mais amplo em relação a saúde mental mostra esse avanço no consumo de medicamentos. Os números evidencia que mais pessoas estão chegando ao tratamento, mas também leva a questão que garantir o acesso não deve terminar na prescrição e que o cuidado quanto a saúde mental deve ser acompanhado de forma adequada.

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