Mpox no Brasil: aumenta o número de casos no país

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Mpox no Brasil: aumenta o número de casos no país

Com as atualizações constantes do Ministério da Saúde, o aumento de casos de Mpox no Brasil vem recolocando a doença no noticiário nas últimas semanas. A situação no país não é considerada alarmante. Porém, ainda assim, é fundamental conhecer mais sobre a doença e os sinais apresentados para identificar se algo está errado.

Segundo o painel da Mpox do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais, o Brasil chegou a 90 casos confirmados da doença. O estado com maior número de casos é São Paulo, com 63 registros. Em seguida está o Rio de Janeiro, com 15, Rondônia, com 4 casos, Minas Gerais, com 3 casos. O Rio Grande do Sul, com 2 registros e 1 caso no Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina em cada.

A Mpox, também conhecida como a varíola dos macacos, é uma doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox, pertence ao mesmo grupo da varíola humana. O nome foi atualizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para evitar a estigmatização. O vírus possui duas principais variantes genéticas, chamadas de clados:

Clado I (África Central)

– Mais associados a casos graves;

– Maior taxa de mortalidade;

– Historicamente encontrado na região da Bacia do Congo.

Clado II (África Ocidental)

– Geralmente causa doença mais leve;

– Foi o principal responsável pelo surto global de 2022 (apresentou ampla transmissão fora de 2022);

– Subdividido em IIa e IIb.

A doença pode ser transmitida principalmente por contato íntimo, como: abraços, beijos, relações sexuais, lesões cutâneas ou materiais contaminados pelo microrganismo, como roupas e talheres. O período de incubação pode variar de três a 21 dias e os sinais geralmente duram de duas a quatro semanas.

Os principais sintomas são erupções cutâneas ou lesões de pele, febre, dor de cabeça e no corpo, inchaço dos gânglios (íngas), cansaço, calafrios e fraqueza. O recomendado é que ao apresentar sintomas, o indivíduo busque ajuda médica. E a pessoa diagnosticada deve permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões.

Embora muitas fotos ilustrem a doença com o paciente coberto por várias bolhas, em muitos casos a pessoa pode ter uma única lesão. Por isso, caso ocorra uma alteração na pele, pode haver dúvidas sobre a origem real do problema. Pois mais da metade dos pacientes relatam que a lesão cutânea é o primeiro sinal do quadro, antes mesmo da febre.

A doença não está restrita a um grupo específico, qualquer pessoa pode contrair Mpox. Porém, alguns grupos foram mais afetados em surtos recentes, como: pessoas com múltiplos parceiros sexuais, profissionais de saúde expostos, indivíduos imunossuprimidos, crianças pequenas e pessoas que convivem com alguém infectado.

A grande maioria dos casos tem evolução benigna e não gera complicações além dos desconfortos no período sintomático. Não há um tratamento específico para todos os casos, algumas vacinas originalmente desenvolvidas contra a varíola oferecem proteção contra a Mpox.

As principais medidas de prevenção incluem:

– Evitar contato direto com lesões ou objetos de pessoa infectadas;

– Higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70%;

– Usar preventivo (reduz o risco, mas não elimina totalmente);

– Não compartilhar roupas, toalhas ou utensílios pessoais;

– Utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco.

A OMS orienta não coçar as lesões ou estourar as bolhas, o que pode facilitar a transmissão do vírus e ainda deixar feridas abertas para infecções bacterianas oportunistas. E apesar de geralmente ser autolimitada, pode causar complicações em grupos vulneráveis.

A informação correta, as medidas prevenção, a redução de riscos e a vacinação em grupos prioritários são as principais ferramentas para controlar a disseminação da doença. Quer ficar por dentro desse e outros assuntos do varejo farmacêutico? Seja um associado Rede Mais Brasil Drogarias.

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