Cada vez mais, os brasileiros buscam por soluções rápidas, acessíveis e práticas para o tratamento de sintomas leves e para manutenção da saúde no dia a dia. Esse momento é impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor, maior conscientização sobre a saúde preventiva e avanço da cultura do autocuidado.
E com isso, o mercado de medicamentos isentos de prescrição (OTC) no Brasil vive um momento de forte expansão. Em 2025, esse mercado foi avaliado em US$ 195,96 bilhões e, para 2026 a estimativa é que cresça US$ 204,91 bilhões. Até 2031, a previsão é uma alta de 25%, chegando a US$ 256,18 bilhões, segundo dados do relatório da Mordor Intelligence.
As principais conclusões do relatório sobre OTC
Por produto, os remédios para tosse, resfriado e gripe tiveram uma participação de 22,85% em 2025. Já as vitaminas, minerais e suplementos devem avançar com um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 7,52% até 2031. Por formulação, os comprimentos foram 38,25%. Para 2031, as gomas e mastigáveis deve crescer 9,35%.
Por canal de distribuição, as farmácias de varejo capturaram 41,95% do faturamento em 2025. E a previsão é que as farmácias online cresçam 9,95%. Por faixa etária, adultos entre 15 e 64 anos representam 63,40% no mercado de medicamentos vendidos. O segmento geriátrico (65+) está crescendo, com um CAGR de 8,16%.
Já por fonte, os produtos à base de produtos químicos mantiveram 78,95% de participação no mercado de OTC (Medicamentos Isentos de Prescrição), em 2025. Alternativas naturais e fitoterápicas apresentam o maior impulso, com um CAGR de 8,88% até 2031.
Esse crescimento acompanha uma tendência global, impulsionado principalmente pelo aumento do autocuidado e pela procura por soluções mais acessíveis para problemas de saúde considerados menores. No Brasil, o avanço da saúde preventiva também vem transformando o setor farmacêutico.
A população vem demonstrando maior preocupação com a imunidade, bem-estar, longevidade e qualidade de vida. As categorias como vitaminas, suplementos, produtos digestivos e itens voltados a prevenção vem crescendo. Entre março de 2024 e fevereiro de 2025, por exemplo, o mercado de vitaminas e suplementos cresceu 37% em volume de vendas.
Outro fator determinante é a mudança no perfil do consumidor. O brasileiro está mais informado, conectado digitalmente e disposto a assumir um papel mais ativo na gestão da própria saúde. A digitalização do varejo farmacêutico e a ampliação dos canais de venda também ajudam a acelerar esse movimento.
Segundo levantamento da Worldpanel by Numerator, 344 mil novos lares passaram a consumir produtos OTC em 2024, elevando o alcance da categoria para cerca de 42 milhões de domicílios no país. E segundo divulgações da Pfizer, estima-se que 81% dos consumidores agora recorrem a um produto OTC como primeira resposta a doenças menores.
Hoje, além das farmácias tradicionais, produtos de OTC estão cada vez mais presentes em marketplaces, aplicativos e plataformas de e-commerce, oferecendo conveniência e ampliando o acesso do consumidor. O cenário evidencia uma transformação estrutural no mercado de saúde brasileiro.
Mais que tratar doenças, o consumidor busca prevenir problemas, melhorar a qualidade de vida e adotar hábitos mais saudáveis. Nesse contexto, os medicamentos OTC deixam de ser apenas soluções emergências e passam a ocupar um papel estratégico dentro do ecossistema de autocuidado e saúde preventiva.
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