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Genéricos: categoria movimenta o Brasil e se consolida com 40% de participação de mercado

O mercado de medicamentos genéricos no Brasil vive um dos momentos mais sólidos desde a criação da categoria, se consolidando como um dos principais pilares de acesso à saúde no país. Desde a implementação da Lei dos Medicamentos Genéricos, em 1999, o setor apresentou crescimento contínuo, ampliando a concorrência na indústria farmacêutica.

Conhecida como Lei dos Genéricos, a legislação alterou a Lei nº 6.360/1976 e estabeleceu critérios para registro, controle de qualidade, bioequivalência e intercambialidade dos medicamentos genéricos no Brasil. Isso reduziu o preço das medicações e aumentou o acesso da população aos tratamentos médicos.

A norma foi fundamental para garantir que os genéricos apresentassem a mesma eficácia, segurança e qualidade dos medicamentos de referência, mas com preços significativamente mais acessíveis. Antes da criação da lei, o mercado farmacêutico brasileiro era dominado pelos medicamentos de marca, com pouca concorrência e preços elevados.

A partir da regulamentação, houve uma transformação significativa no setor. Os laboratórios nacionais passaram a investir fortemente na produção de genéricos, fortalecendo a indústria farmacêutica brasileira e ampliando a oferta de medicamentos para diversas doenças e tratamentos.

Os números recentes demonstram a força desse mercado. Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), com base no IQVIA, o setor comercializou cerca de R$ 2,36 bilhões de unidade em 2025, um crescimento de 8,33% em relação a 2024.

Atualmente, o Brasil ocupa a posição de sétimo maior mercado farmacêutico do mundo e o maior da América Latina, e os genéricos contribui diretamente para esses números. Segundo informações da Coluna Broadcast, aproximadamente 90% das doenças conhecidas contam com opções terapêuticas genéricas.

Há 27 anos presente no mercado, a categoria se consolida com 40% de participação de mercado. Entre 2020 e 2025, mais de 11 bilhões de unidades de genéricos foram comercializadas no país. As projeções indicam que, até 2030, outras 14 bilhões de unidade deverão ser vendidas.

Outro fator para a expansão do segmento é a economia proporcionada à população. Em média, os medicamentos genéricos apresentam preços cerca de 69% menores em comparação aos medicamentos de referência. Ainda segundo a PróGenéricos, a economia acumulada ao consumidor ultrapassa R$ 385 bilhões desde a criação da categoria.

Além do impacto econômico, os genéricos possuem uma forte relevância social. Atualmente, 85% dos medicamentos distribuídos pelo programa Farmácia Popular são genéricos, ampliando o acesso da população de baixa renda a tratamentos contínuos. Também se estima que 15 dos 20 medicamentos mais prescritos sejam genéricos.

Hoje, mais de 100 laboratórios atuam na produção de genéricos no país, com milhares de apresentações comercializadas e centenas de princípios ativos disponíveis. Esse avanço fortalece a geração de empregos, incentivo investimentos em tecnologia e amplia a capacidade produtiva nacional.

Entre as principais tendências está a expansão dos genéricos para tratamentos mais complexos, incluindo medicamentos voltados para câncer, doenças crônicas e terapias de alta demanda. O vencimento de patentes de novos princípios ativos deverá ampliar ainda mais o portfólio disponível nos próximos anos.

A população passou a confiar mais nos medicamentos genéricos. Para Tiago de Moraes Vicente, presidente-executivo da Pró-Genéricos, esses números mostram que os genéricos deixaram de ser apenas uma alternativa de preço para se tornarem um dos pilares da assistência farmacêutica no Brasil.

Isso contribui para a consolidação do segmento como uma alternativa economicamente viável sem comprometer a qualidade do tratamento, sua eficácia e segurança. A combinação entre preços acessíveis, qualidade garantida, ampliação da concorrência transformou os genéricos em um instrumento essencial para democratizar o acesso a medicamentos no país.

Portanto, o mercado de medicamento genéricos representa uma das políticas públicas mais bem-sucedidas da saúde brasileira nas últimas décadas. Com perspectivas de crescimento contínuo, o setor deve permanecer como protagonista na evolução do mercado farmacêutico brasileiro nos próximos anos.

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