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Varejo farmacêutico segue em expansão, mas pequenas e médias drogarias enfrentam dificuldades

Nos últimos anos, o varejo farmacêutico brasileiro tem vivido um paradoxo: enquanto os números indicam um crescimento consistente do setor, aumenta o fechamento de pequenas farmácias, especialmente independentes. Nos últimos 12 meses, até fevereiro deste ano, 9.126 estabelecimentos encerraram suas atividades, segundo a Close-Up Internacional.

Esse movimento revela uma transformação estrutural no mercado, com impactos diretos tanto para empresários quanto para a população. De um lado, os indicadores econômicos mostram um setor em expansão. O varejo farmacêutico movimentou mais de R$ 240 bilhões em 2025, com crescimento anual acima de 10%.

Projeções indicam que o setor deve continuar crescendo nos próximos anos, com taxas médias superiores a 8% ao ano. Esse avanço é impulsionado por fatores como envelhecimento da população, maior consumo de medicamentos, ampliação de serviços nas farmácias e, sobretudo, investimentos em tecnologia e digitalização.

No entanto, esse crescimento não está distribuído de forma homogênea. Dados recentes mostram que, ao mesmo tempo em que o faturamento aumenta, o número de pequenas farmácias vem diminuindo. Em 2025, por exemplo, cerca de 9,8 mil farmácias fecharam as portas no Brasil, enquanto apenas 6,7 mil novas unidades foram abertas.

Esse é o terceiro ano consecutivo em que mais farmácias independentes encerram atividades, a cada dez lojas inauguradas, 12 são descontinuadas. Esse fenômeno está diretamente ligado à concentração de mercado. As grandes redes já detêm quase metade do faturamento total do varejo farmacêutico.

Com maior poder de compra, logística mais eficiente e forte presença digital, essas grandes redes conseguem oferecer preços mais competitivos, programas de fidelidade e serviços adicionais, como vacinação e exames rápidos. As pequenas farmácias muitas vezes não conseguem acompanhar.

O impacto desse cenário sobre a população é indeterminado. Por um lado, a expansão das grandes redes pode significar maior acesso a medicamentos, preços mais baixos e serviços de saúde mais amplo, especialmente em grandes centros urbanos. Por outro, o fechamento de farmácias independentes pode gerar vazios assistenciais.

Em cidades menores ou em regiões periféricas, onde muitas vezes esses estabelecimentos são a principal, ou única, opção de acesso rápido a medicamentos e orientação farmacêutica. Além disso, a perda das pequenas farmácias representa também a diminuição de um atendimento mais próximo e personalizado.

O crescimento do varejo farmacêutico brasileiro não significa necessariamente fortalecimento de todos os seus agentes. Ao contrário, ele evidencia um processo de consolidação, no qual grandes redes se expandem enquanto pequenos negócios desaparecem. O desafio, daqui para frente, será equilibrar eficiência econômica com acesso equitativo à saúde para toda a população.

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