Em agosto de 2023, entrou em vigor a Resolução da Diretoria Colegiada da ANVISA (RDC 786), uma importante ferramenta para regular e aprimorar a prestação dos serviços de saúde. E após ganhar força no mercado farmacêutico, os testes de farmácia ou testes rápidos se tornaram uma excelente alternativa de auxílio a população.
Esses testes são projetados para entregar o resultado de forma rápida, sem a necessidade da espera por agendamentos para realização de exames. O objetivo principal dos testes de farmácia é fazer uma triagem, e esses podem ser realizados no âmbito dos serviços farmacêuticos, em consultórios e clínicas.
Os testes rápidos por serem de baixo custo, fácil utilização e poucos invasivos são ideais para que o rastreamento da saúde seja feito pelos próprios farmacêuticos. Além disso, ampliam o acesso a saúde em regiões remotas, traz agilidade e praticidade para pacientes que vivem longe dos laboratórios de análises clínicas.
Existem algumas exigências para a realização desses exames em farmácias ou drogarias, como: não pode haver punção venosa ou arterial para coleta do material, ou que necessitem utilizar urina como material biológico. O estabelecimento não pode guardar material biológico. Não pode haver a exigência de equipamentos específicos ou reagentes para a preparação no serviço.
Veja quais são as características que os testes de farmácia trazem para o controle e segurança dos exames:
Testes rápidos: são feitos em dispositivos de plástico com resultado visual ou em pequenos equipamentos que apresentam resultados na hora.
Teste de triagem: é na triagem que o cliente busca a primeira informação sobre alguma doença ou condição, que se for positiva, necessita de uma atenção especial.
Amostra primaria: o farmacêutico coleta uma amostra de saliva ou fluídos nasais, UMA gota de sangue que serão usadas na hora, no local e na presença do cliente, já fornecendo resultados em poucos minutos.
A leitura e interpretação do resultado são feitas em no máximo 30 minutos, não havendo a necessidade de uma estrutura laboratorial, e sendo emitido um laudo com valor legal. Essa intervenção rápida é essencial para efetividade de um possível tratamento, além de evitar a busca desnecessária ao serviço de saúde.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para obter o registro dos testes de farmácia, eles devem comprovar sua qualidade, desempenho e segurança antes de chegarem ao mercado. Os produtos para “diagnostico in vitro” são os mesmos utilizados em outros estabelecimentos de saúde.
As farmácias ou drogarias não exigem um pedido médico para realização dos exames, já que o objetivo é apenas uma triagem. A Anvisa destaca que os resultados dos testes feitos em farmácias não devem ser usados como referência para tomada de decisões médicas, e devem ser vistos apenas como uma primeira avaliação.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Farmacêuticos e Farmácias Comunitárias (SBFFC), 94,2% dos farmacêuticos atuantes nas drogarias aprovam a realização dos testes de farmácias. Uma outra pesquisa realizada pela Abrafarma, mostrou que 93% dos profissionais concordaram que a prática atrai mais clientes.
Os farmacêuticos que prestam os serviços de atenção farmacêutica dentro das drogarias poderão ter prontuários mais completos, para um acompanhamento mais efetivo do tratamento. Os testes de farmácia não devem ser vistos apenas como uma forma de vencer a concorrência, mas como um serviço complementar dos serviços farmacêuticos já oferecidos dentro da farmácia clínica.
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