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Reajuste de medicamentos em 2026 pode variar entre 1,9% e 4,6%

Em abril de 2026, acontece o reajuste anual no preço dos medicamentos, autorizado pelo governo federal e com base na análise e autorização da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Este reajuste é o aumento máximo permitido por lei nos preços dos medicamentos no Brasil.

O reajuste passa a valer a partir de 1º de abril e embora a variação de 12 meses ainda não esteja completa, é possível fazer algumas projeções. E este aumento deverá variar entre 1,9% e 4,6%. O cálculo segue o modelo regulado pela CMED, com base em critérios como inflação, produtividade da indústria e concorrência entre os produtos.

– Um fator de produtividade (Fator X)

– Uma parcela de fator de ajuste de preços relativos entre setor (Fator Y)

– Uma parcela de fator de ajuste de preços relativos intrassetor (Fator Z), utilizando-se o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 12 meses.  

Esses fatores, combinados com a inflação oficial medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até fevereiro/março de 2026, serão usados para definir o teto máximo do reajuste permitido.

O reajuste não é automático para todos os produtos. Estimativas dos medicamentos de nível 1, que enfrentam maior concorrência, deve ser ajustado em até 4,6%. Os que possuem com concorrência intermediária, classificados em nível 2, a previsão de aumento fica em torno de 3,25%. Os produtos de nível 2 são os mais numerosos.

Já os de nível 3, que possuem menor concorrência, terão aumento máximo estimado em até 1,9%. Cada fabricante e cada rede de farmácias decide se repassa o reajuste completo ou parcialmente ao consumidor final. A regra vale para quase todos os produtos, exceto os fitoterápicos, remédios homeopáticos e isentos de prescrição com alto índice de concorrência.

Para Mateus Amâncio, secretário executivo da CMED, “É comum que o consumidor encontre medicamentos com descontos sobre o valor do preço máximo”. E para ele o teto de preços impede aumentos excessivos.

O reajuste nos preços dos medicamentos em 2026 será moderado, om base em uma série de fatores técnicos definidos pela CMED, e limites que tendem a estar abaixo de alguns reajustes históricos. Apesar disso, a medida busca equilibrar a necessidade de manter a indústria farmacêutica sustentável com a de proteger o consumidor de aumentos excessivos.

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